Em 2011, o caso do professor Adão Sousa, que mora em Goiânia, chamou a atenção pela dedicação e pelo amor. Separado da mulher, ele assumiu toda a responsabilidade de criar os três filhos sozinhos. Os parentes de Adão não moram em Goiânia e, portanto, não puderam colaborar na criação das crianças.
Dessa maneira, o professor encarou o desafio de estudar, trabalhar e educar os filhos. Segundo ele, os próprios filhos ajudam na organização da casa: “Elas ajudam muito. Já aprenderam a cozinhar, cuidar da casa e das roupas”, conta.
No início, Adão conta que uma das maiores dificuldades foi levar os filhos à noite para a escola onde ele trabalhava. “Eu ficava com medo de deixá-los sozinhos e os levava comigo. Eles ficavam na escola até o final da aula até que nós pudéssemos voltar para casa. Muitas vezes chegávamos bem tarde, pelo fato de a escola ser distante e voltarmos a pé.”
Mesmo com a rotina pesada, Adão concluiu dois cursos superiores. Os finais de semana eram divididos entre o planejamento das aulas e atenção para os filhos. Os filhos reconhecem o esforço do super pai: “Ele é um pai cuidadoso, um bom professor. Eu gosto muito dele. Nós temos que ajudar, porque ele trabalha o dia todo para sustentar a gente”, avalia Gustavo Sousa, o filho mais velho.
Onde estão os filhos hoje, em 2026?
Os filhos, hoje, já são todos adultos.
Eles cresceram com o exemplo de dignidade do pai e muitos seguiram caminhos de trabalho e estudo, sempre muito gratos ao sacrifício que o Adão fez para nunca separá-los.
A casa deles, que na época recebeu algumas doações após a reportagem, tornou-se o porto seguro da família.
O “Super-Pai” virou símbolo. O Adão de Sousa ainda é convidado ocasionalmente para dar palestras ou participar de programas de TV em datas como o “Dia dos Pais”, para reforçar que a criação dos filhos não é obrigação apenas da mãe.
Fonte: G1.