O que são manguezais? Saiba mais sobre o “Berçário da Vida”

O Brasil tem a maior faixa contínua de manguezais do mundo, e proteger esse ecossistema é preservar a vida.

Na beira da terra, junto ao mar, é possível encontrar um ecossistema que reúne diversas espécies distintas e que tem uma contribuição relevante para o combate ao aquecimento global.

Por aqui, você vai descobrir não só o que são os manguezais, mas também a sua importância para todo o planeta.

O que são manguezais e quais as suas características?
Os manguezais são ecossistemas costeiros de grande importância ecológica, social e econômica, relevantes para a biodiversidade marinha e terrestre. Repletos de lama e de emaranhados de raízes, são considerados um dos ecossistemas mais produtivos do planeta.

O Brasil possui manguezais em quase toda a sua costa, do Amapá até Santa Catarina.

Qual é a importância dos manguezais?
Os manguezais, com seus três tipos principais de mangue (vermelho, preto e branco), são fundamentais para a reprodução e sobrevivência de milhares de espécies, como peixes, crustáceos, aves e mamíferos. Por isso, o ecossistema recebe o apelido de “Berçário da vida”.

Além da importância ambiental, os manguezais são fonte de renda para famílias na zona costeira brasileira, o que faz com que a sua conservação seja de extrema importância para as atividades de subsistência. Um dos exemplos é a extração do caranguejo-uçá (Ucides cordatus), feita de forma artesanal em praticamente toda a costa brasileira.

Os manguezais também fertilizam os oceanos. A decomposição anaeróbica (por bactérias, que não utilizam oxigênio) da matéria orgânica produz nutrientes para a cadeia alimentar dos organismos marítimos e terrestres, e também atenua o processo de erosão costeiro, protegendo o litoral.

Como os manguezais ajudam a mitigar as mudanças climáticas?
Com solo rico em material orgânico e inorgânico, os manguezais têm chamado a atenção de órgãos internacionais pela sua importância na captura e estocagem de carbono (blue carbon) em relação a outros ecossistemas, como a Mata Atlântica e a Caatinga.

Nos estudos reunidos no livro CO2 Manguezal – Estudos Científicos, os pesquisadores perceberam que as áreas de mangue degradadas por urbanização, esgotamento sanitário, extração de árvores e pressão de pesca, entre outros fatores, estocam 16% menos carbono do que os territórios preservados.

Outro estudo, publicado pela Revista Fapesp, em 2018, por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos, demonstrou que cada hectare de manguezal na Amazônia contém duas vezes mais carbono que a mesma área de floresta equatorial. Se considerarmos outros ecossistemas, como a Caatinga, um hectare de manguezal chega a armazenar oito vezes mais carbono do que um hectare dessa vegetação predominante no Nordeste.

Fonte: Petrobras

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