Alice, o primeiro avião de passageiros totalmente elétrico

O primeiro avião de passageiros totalmente elétrico do mundo voou pela primeira vez em 2022.

O Alice, um avião desenvolvido pela empresa israelense Eviation, passou por testes de motor 1 ano antes no Aeroporto Municipal de Arlington, ao norte de Seattle.

Com tecnologia de bateria semelhante à de um carro elétrico ou de um celular e 30 minutos de carregamento, o Alice, de nove passageiros, poderá voar por uma hora e cerca de 440 milhas náuticas.

O avião tem uma velocidade máxima de cruzeiro de 250 nós, ou cerca de 461 km/h.

Para referência, um Boeing 737 tem uma velocidade máxima de cruzeiro de 946 km/h. A empresa, focada exclusivamente em viagens aéreas elétricas, esperava na época que aviões elétricos com capacidade para 20 a 40 passageiros sejam uma realidade dentro de sete a 10 anos.

A Eviation desenvolveu três versões do protótipo: uma variante “commuter”, uma versão executiva e uma especializada para carga. A configuração de passageiros em teste comporta nove passageiros e dois pilotos, além de 850 libras de carga. O projeto executivo tem seis assentos de passageiros para um voo mais espaçoso, e o avião de carga tem 450 pés cúbicos de volume.

Tudo isso é possível e reduz em até 70% os custos de manutenção e operação dos jatos comerciais, segundo a empresa.

O espaço da aviação elétrica já está ficando mais cheio de startups e empresas de aviação estabelecidas. A NASA doou US$ 253 milhões em setembro de 2021 para a GE Aviation e a magniX para levar a tecnologia às frotas dos EUA até 2035.

A Boeing está investindo US$ 450 milhões na Wisk Aero, uma empresa que constrói uma aeronave de passageiros totalmente elétrica e autônoma, e a Airbus está trabalhando em seus próprios empreendimentos de aviação elétrica desde 2010.

De acordo com especialistas do setor, o maior obstáculo para a aviação elétrica se tornar a norma em jatos de passageiros é a bateria.

“O obstáculo é a tecnologia da bateria, assim como nos carros, mas mais ainda nos aviões. Isso porque, com os aviões, a preocupação é o peso”, disse Ross Aimer, CEO da Aero Consulting Experts. “Assim que tivermos uma tecnologia de bateria melhor, que eu suspeito que será em dois ou três anos, é quando todos esses aviões elétricos eventualmente chegarão.”

“Nossa aspiração é fazer uma contribuição substancial na redução de nossa pegada de carbono, e esses avanços em frota e tecnologia ajudarão muito a alcançar novas reduções de carbono”, disse Mike Parra, CEO da DHL Express America, em entrevista à CNN Business.

Embora pareçamos estar nos aproximando das viagens aéreas movidas a bateria para algumas funções, nem tudo está quase pronto para ser usado. Os voos transoceânicos e os jumbos ainda estão anos além da ciência atual, por exemplo.

Os defensores da aviação elétrica preveem que Alice e aviões elétricos como ele se tornam tão comuns quanto qualquer outro meio de transporte. “Ele realmente integra a aviação no tecido de transporte, de nossa vida de passageiros. Faz isso sendo sustentável e economicamente viável”, disse Bar-Yohay.

 

Como está o projeto em 2026?
Após o primeiro vôo em 2022, que durou 8 minutos, o projeto se mostrou viável.

Mudança na Cauda: O protótipo original tinha uma cauda em “V”, mas a versão de produção (que está sendo testada agora em 2026) adotou uma cauda em “T” mais convencional para melhorar a estabilidade e facilitar a certificação pelas autoridades (FAA nos EUA).

A Eviation já acumula pedidos que somam mais de US$ 5 bilhões. DHL, GlobalX e Airstep estão entre as empresas que fizeram os pedidos.

Autonomia: Ele promete cerca de 450 km de alcance. Para a aviação, isso é pouco (é como ir de São Paulo a Curitiba), mas é ideal para rotas executivas e transporte de carga rápida entre cidades próximas.

Certificação: A FAA (agência de aviação dos EUA) é extremamente rigorosa. Em 2026, o Alice ainda está passando por testes intensivos de segurança de bateria (para garantir que elas não incendeiem em voo). A previsão de entrada em serviço comercial foi empurrada para o final de 2027 ou início de 2028.

 

Fontes: CNN e Eviation

 

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