A caso da menina de oito anos que vendia limonada orgânica para combater trabalho escravo infantil

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“Se a vida te der um limão… mude o mundo com ele!” Esse era o lema da pequena Vivienne Harr – e inclusive o título do primeiro livro da menina, que com apenas oito anos de idade já tinha muita história para contar (e inspirar outras pessoas).

É que, em 2012, Harr começou a vender limonada orgânica para ajudar a combater o trabalho escravo infantil no mundo. A ideia partiu da própria menina, após ir a uma exposição em maio de 2012 e se deparar com a foto de dois garotos, também de oito anos, que viviam em situação de escravidão. Naquele momento, Harr decidiu: “Quero ajudar a libertar 500 crianças escravas”.

Com a ajuda dos pais, a menina começou a pesquisar entidades que trabalham no combate ao trabalho escravo e calculou que precisaria de cerca de € 115 mil (ou R$ 350 mil) para doar a essas organizações e ajudar 500 pessoas que são escravas em pleno século 21.

O que fazer, então, para arrecadar o dinheiro? Limonada orgânica! Em uma barraquinha estrategicamente posicionada na frente de casa, Harr começou a vender a bebida por € 2 – e não obteve sucesso. O negócio só bombou quando a menina comunicou aos consumidores o real motivo de estar vendendo limonada e ofereceu a bebida “pelo preço que o coração mandar”. Em semanas, ela conseguiu os € 115 mil e não parou mais.

Em 2014, Harr já tinha uma empresa de limonada orgânica, comandada com a ajuda do pai, Eric, que pediu demissão para ajudar a filha. 5% do valor de cada Lemon-aid vendida era destinado à Fundação Make a Stand, também fundada por Harr, que encaminha o dinheiro a entidades especializadas em combater o trabalho escravo infantil no mundo.

Pensa que parou por aí? Harr criou o app Make a Stand, que orienta as pessoas a arrecadar dinheiro e ajudar causas que acreditam, lançou um livro sobre sua história e virou protagonista de um documentário.

 

E hoje?

Agora na casa dos 20 anos, Vivienne é uma voz influente na geração Z para o ativismo social.

Ela se tornou uma palestrante internacional (tendo sido a pessoa mais jovem a discursar no Twitter quando a empresa abriu capital na bolsa). Vivienne expandiu seu trabalho para a área de tecnologia social, ajudando a desenvolver plataformas que facilitam doações de micro-filantropia para causas humanitárias.

 

Fonte: Revista Superinteressante.

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