A Microsoft realizou avanços significativos no Project Sillica. Para quem não sabe, trata-se de uma iniciativa da empresa que usa lasers de femtosegundo para gravar dados em placas de vídro de quartzo. Um dos destaques desse projeto é a durabilidade, que tem tempo estimado de até 10.000 anos.
De modo geral, alguns testes de envelhecimento acelerado sugerem que a preservação dos dados pode até mesmo chegar a superar essa marca.
Inicialmente, foram feitos testes com silício fundido, mas o projeto passou por mudanças e passou a usar vidro borosilicato, o mesmo tipo de material que é aplicado em utensílios de cozinha e portas de forno. Essa mudança tem vantagens como menor custo e facilita uma futura produção em larga escala
A escrita das informações acontece com uso dos lasers mencionados. Como resultado, eles criam estruturas tridimensionais dentro do vidro. A partir disso, os dados são organizados em centenas de camadas, com cerca de 2 mm de profundidade por nível.
A Microsoft o chama de armazenamento para “frio” ou de “arquivo” (dados que você quer guardar para sempre, mas não precisa acessar a cada segundo). O vidro de quartzo é incrivelmente resistente:
Imune a campos magnéticos: Diferente de HDs, o vidro não se apaga perto de ímãs.
Resistente a desastres: Ele suporta ser cozido em fornos, fervido em água, riscado por palha de aço e até pressões extremas sem perder a integridade dos dados.
E termos o fator durabilidade: a estimativa é que os dados permaneçam legíveis por milhares de anos (alguns falam em até 10.000 anos).
Teste prático: a Warner Bros: Foi o primeiro grande teste público. A Microsoft gravou o filme clássico “Superman” (1978) em uma placa de vidro para provar que a indústria do cinema poderia preservar seu acervo para as próximas gerações sem precisar trocar de mídia a cada década.
Fontee: Tudo Celular e HQRock.