Em Sydney, médicos estão utilizando um dos tratamentos contra o câncer mais avançados do mundo: a crioablação guiada por ressonância magnética.
Veja como funciona: uma sonda minúscula é guiada diretamente para o tumor usando imagens de ressonância magnética em tempo real, e o tumor é congelado de dentro para fora. Sem grandes cortes. Sem pontos. Sem longas internações.
Este tratamento é tão preciso que destrói apenas o tumor, deixando o tecido saudável ao redor intacto. Para pessoas muito debilitadas para cirurgia, muito idosas para longas recuperações ou com tumores em locais de risco, esta é uma segunda chance de vida.
Curiosidade: A sonda pode congelar o tecido a -40°C ou menos, fazendo com que as células cancerígenas se rompam, enquanto todo o resto permanece intacto.
Importante: esse tratamento é excelente para tumores localizados e pequenos (geralmente menores que 3 a 4 cm). Ele é muito usado para câncer de próstata, rim, fígado e pulmão. Se o câncer já estiver espalhado (metástase), a crioablação sozinha não resolve o problema.
O procedimento em si é indolor porque o próprio frio extremo tem um efeito anestésico nos nervos. No entanto, pode haver um desconforto residual nos dias seguintes conforme o corpo absorve as células mortas.
Este procedimento, hoje, já é utilizado no Brasil, em locais como INCA (Rio de Janeiro) e Hospital do Homem (São Paulo).
Como o cidadão acessa?
O paciente não consegue “pedir” a crioablação diretamente. Ele deve ser atendido em um centro de oncologia do SUS e, se o tumor for pequeno e localizado, a equipe médica de Radiologia Intervencionista avalia se o caso é elegível para o congelamento em vez da cirurgia tradicional.
Texto: André GAP
Fontes: NSW Health | Sydney Adventist Hospital | Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA) | UNIFESP