Como está hoje o estudo da substância que imita anticorpos de tubarão para combater a fibrose pulmonar?

Em 2016, cientistas australianos desenvolveram um remédio que, ao imitar o sistema imunológico dos tubarões, pode ajudar a combater uma doença incurável de pulmão.

A pneumonia intersticial idiopática ou fibrose pulmonar idiopática (FPI) cicatriza o tecido pulmonar e faz com que o órgão perca sua elasticidade, levando a cada vez mais dificuldades para respirar.

O mal mata mais de 5 mil pessoas por ano só no Reino Unido, de acordo com a Fundação Britânica do Pulmão.

No Brasil, não há informações oficiais sobre o número de casos, mas a estimativa é que entre 13 mil e 18 mil pessoas tenham a doença – um dos grandes problemas para não haver registro dela é justamente a falta de diagnósticos, já que o problema se confunde com infecções corriqueiras por causa de seus sintomas comuns (especialmente em fumantes), que são principalmente cansaço e falta de fôlego.

O que os pesquisadores esperam agora é que esse novo remédio inspirado em anticorpos encontrados no sangue de tubarões possa começar a ser testado no ano que vem.

A droga se chama AD-115 e foi desenvolvida na Universidade La Trobe, de Melbourne, na Austrália por cientistas e pela empresa de biotecnologia AdAlta.

Os testes iniciais tiveram como alvo as células causadoras da fibrose, criando uma proteína humana que imitava os anticorpos encontrados nos tubarões, conforme explicou Mick Foley, do Instituto de Ciência Molecular de La Trobe.

“A fibrose é o resultado final de muitas feridas e lesões diferentes”, disse à BBC. “Essa molécula pode matar as células que causam fibrose.”

 

Como está este estudo em 2026?

O remédio agora se chama AD-214. Já passou pela Fase 1 de testes clínicos, provando que é seguro para seres humanos.

Inicialmente, ele era injetado na veia. Agora, em 2026, o foco mudou para a versão inalatória. O paciente usa um nebulizador, e o “anticorpo de tubarão” vai direto para o pulmão, atacando exatamente onde a cicatriz está se formando. Isso reduz efeitos colaterais e aumenta muito a eficácia.

 

Fontes: G1 e AdAlta

 

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